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Mercado do luxo cresce em Portugal
As peças de luxo, só para alguns, escapam à crise. O estreito mercado está em crescimento no nosso País e até há listas de espera para determinados produtos.
"O luxo começa quando a emoção ultrapassa a razão", diz Pedro Miguel Costa, administrador da Loja das Meias, ao DN.
A avaliar pela proliferação de lojas com produtos de luxo em Portugal, o que não falta são compradores emotivos e endinheirados. Contrariamente ao que acontece noutros mercados, o de luxo está "em rápida expansão em todo o mundo", alimentado pelas grandes e pequenas fortunas que estão a surgir na Rússia, mas também na China e em outros países emergentes, reconhece o empresário ao jornal.
"As pessoas são cada vez mais sensibilizadas por determinados ícones. Entram nas lojas à procura de uns sapatos que uma actriz usou num filme, viram num anúncio ou numa cerimónia dos Óscares", explica Pedro Miguel Costa. A globalização permitiu o surgimento de um novo leque de clientes.
Adquirir um produto de luxo é um estilo de vida, um mundo que alimenta a fantasia de cada um. Comprar uns sapatos que ultrapassam, por exemplo, a barreira dos mil euros é comprar uma emoção. Por vezes, é uma fuga ao stress do dia-a-dia. Esta franja de clientes, para quem a palavra "crise financeira" não existe, vive fiel a este mundo de marketing, de ambientes de lojas especiais, de atendimento característico e exclusivo, onde se criam emoções e ilusões, escreve o diário.
Os acessórios desempenham um papel de destaque dentro da venda de artigos de luxo. São mesmo um departamento em grande crescimento. É mais fácil comprar uma carteira que custa 1500 euros do que um tailleur pelo mesmo preço.
"Falamos de emoções, mas estamos também a falar de produtos que, ao fazerem perder a cabeça dos compradores, vão influenciar o seu orçamento pessoal", afirma o director da Loja das Meias.
Torna-se assim mais rentável comprar um acessório que pode ser usado durante três ou quatro anos, "amortizando no tempo o seu custo elevado", do que uma peça de roupa, com um tempo de vida mais curto e que para compensar a sua aquisição a um preço mais elevado tem de servir na perfeição.
amf, Sexta, 20 de Junho de 2008 às 13:41
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