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Consulta pública decide seguros diferentes para homens e mulheres
O Instituto de Seguros de Portugal (ISP) abriu hoje a consulta pública para o projecto onde se definem as regras que as seguradoras têm de respeitar quando praticarem preços diferentes para homens e para mulheres.
Embora a Lei impeça este tipo de diferenciações com base no sexo de quem contrata o seguro, permite-o quando a aplicação de prémios, por exemplo, é baseada em dados estatísticos que possam, de alguma forma, justificar essa diferenciação.
"A Lei impede que a consideração do sexo como factor de cálculo dos prémios e prestações de seguros e outros serviços financeiros resulte em diferenciações nesses prémios e prestações", explica o comunicado hoje divulgado pela entidade reguladora.
No entanto, a legislação "admite as diferenciações nos prémios e prestações individuais de seguros e outros serviços financeiros quando proporcionadas e decorrentes de uma avaliação do risco baseada em dados actuais e estatísticos relevantes e rigorosos, obtidos e elaborados nos termos de norma regulamentar emitida para o efeito pelo Instituto de Seguros de Portugal", cita a Lusa.
Neste sentido, o projecto define que as seguradoras terão de justificar eventuais diferenças nos prémios cobrados consoante o sexo dos clientes, com informação estatística relevante que sustente esta prática.
A proposta do ISP prevê que o rácio entre o custo do risco para o sexo feminino e o custo do risco para o sexo masculino relativo a um determinado produto seja "obtido com base em dados actuais e estatísticos elaborados nos termos previstos na Norma Regulamentar".
Os comentários ao projecto poderão ser enviados ao ISP até 4 de Agosto, no âmbito da consulta pública em curso.
amf, Segunda, 14 de Julho de 2008 às 18:22
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