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O ciclismo e o doping
por senos
O ciclismo continua a sofrer o flagelo do doping, fazendo a população em geral e alguns amantes da modalidade deixar de acreditar na verdade dos resultados desportivos. Talvez o mal seja estrutural... talvez seja melhor recorrer a licenciados da área do desporto em vez dos da área de medicina.
Olá a todos.
Venho por este meio expressar a minha profunda tristeza sobre o estado do ciclismo no mundo e em particular em Portugal. Vivemos neste momento, uma profunda crise de desconfiança motivada por este flagelo que atinge a grande maioria dos desportos e que é o doping.
Sim, é verdade que há caso de controlos positivos no ciclismo, no entrando, e aconselho a todos a consultarem os dados do CNAD, há outras modalidades que têm apresentado valores relativos a absolutos de controlos positivos bem acima do ciclismo. De qualquer forma, e não querendo encobrir o nosso mal com o mal dos outros, venho expressar a minha opinião sobre o que penso ser um dos principais factores para este flagelo na nossa modalidade.
No ciclismo, quem planeia a época e os treinos (bem como os complementos a tomar) são os médicos. Ora, resta pensar como podem os médicos prescrever planeamento de treino, se eles nunca nos seus estudos abordaram tais matérias? Pois é meus senhores, talvez esteja na hora de atribuir estas funções de avaliação, planeamento e controlo de treino aos profissionais da área, ou seja, aos profissionais do desporto, pois esses sim, têm a formação necessária á execução de tais funções.
Talvez esteja na hora de deixar de lhes dificultar a colaboração com a modalidade, pois é graças a eles é que a modalidade é estudada nos círculos académicos e nos meios científicos (não são as faculdades de medicina que produzem teses e artigos científicos sobre ciclismo). São estes que estudam, investigam e produzem conhecimento, no entanto os clubes ignoram-nos e mesmo aqueles (muito poucos e habitualmente de segunda linha) que os têm, relegam-nos para uma "segunda linha" de trabalho, como um "parente pobre" daquele a quem dão realmente valor e habitualmente chamam de "Doutor".
Não façamos também dos médicos os vilões da modalidade, pois eles são recrutados pelos dirigentes e directores que estão á frente das equipas. Estes é que preferem recrutar um médico e o incumbir de funções de avaliação, controlo e planeamento de treino, em vez de recrutar um profissional do desporto para tais funções. Nem vamos considerar os médicos como agentes dispensáveis, pois estes são obviamente necessários. São necessários, no desempenho das suas funções e competências.
Como diz o ditado: "cada macaco no seu galho".
senos, Sábado, 17 de Janeiro de 2009 às 17:27
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