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Vício do tabaco custa ao Estado 490 milhões (act.)
O custo dos tratamentos motivados pelo tabagismo, suportado pelo sistema de saúde, equivale a seis meses de despesas nacionais em medicamentos.
Os investigadores da Universidade Católica e da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, responsáveis pelo estudo "Carga e custos da doença atribuível ao tabagismo", concluem que cerca de 12 por cento das mortes registadas no País em 2005 foram provocadas pelo tabaco.
Já o tratamento do vício, incluindo consultas, exames, medicamentos e internamentos hospitalares, custou ao sistema de saúde mais de 490 milhões de euros. Esta verba equivale ao que os hospitais portugueses gastam em seis meses em medicamentos.
Se os fumadores portugueses tivessem deixado o vício, o Estado poderia ter poupado cerca de 144 milhões de euros, indica o estudo.
Estima-se que em Portugal uma em cada cinco pessoas seja fumadora. Em 2005, dos 108 mil óbitos registados, cerca de 12.600 correspondem a vítimas do tabaco. Se todos os portugueses tivessem deixado de fumar nesse ano, o número de mortes teria caído 6220, estimam os especialistas.
Tem-se verficado, contudo, uma ligeira diminuição no número de fumadores, mas a tendência só se verifica nos homens. Com efeito, o consumo entre as mulheres tem aumentado, apesar da percentagem de fumadores ser maior no sexo masculino.
Os milhões do tabaco
Apesar de o consumo estar a diminuir, as receitas do Estado com a venda do tabaco têm crescido substancialmente, dado o aumento da carga fiscal.
Em 2006, o imposto rendeu mais de 1400 milhões de euros, quase três vezes mais do que as despesas em cuidados médicos, relacionados com o tabagismo.
A receita é seis vezes superior à contabilizada em 2001, e em 2007 deverá crescer cerca de 7 por cento. As vendas já baixaram seis por cento e prevê-se uma quebra de dez por cento com as próximas subidas de preço.
Até 2009, o preço do tabaco vai subir, todos os anos, entre 35 a 40 cêntimos por maço, o que representa um aumento médio anual de 15 por cento.
JC, Terça, 26 de Junho de 2007 às 14:06
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