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Francisco Pinto Balsemão em entrevista: “Se obtive algum êxito como empresário, foi pelo facto de me sentir acima de tudo jornalista”
Político, empresário, professor, Francisco Pinto Balsemão não perde de vista o facto de ter sido jornalista. Como cidadão, saiu recentemente em defesa da liberdade de informação, como já fizera antes do 25 de Abril. O presidente da Impresa revela os desafios que o grupo quer enfrentar e faz o balanço dos quinze anos da SIC [entrevista CM / video AEIOU].
Exclusivo aeiou - O video com os principais momentos da entrevista de Francisco Pinto Balsemão ao Correio da Manhã.
Ao longo destes quinze anos, a SIC foi a televisão que melhor soube compreender o País e por isso foi responsável por muitas mudanças. A própria RTP foi obrigada a reformatar-se. O líder da Impresa vai mais longe, dizendo que se hoje não há temas tabu, isso se deve em grande parte à SIC.
Os 15 anos da SIC
De uma estação generalista privada, em quinze anos, a SIC gerou um verdadeiro universo em seu redor. SIC Notícias, Online, GMTS, Som Livre…Francisco Pinto Balsemão fala desta nova realidade que, sublinha, mantém como única fonte de receitas a publicidade. Um negócio estagnado há 7 anos. Aceita que ultimamente a estação teve alguns insucessos, mas refere que continua a liderar as audiências comerciais. Será que Penim fica? Sobre pessoas, Balsemão não comenta o que dizem os jornais.
A SIC
Sobre a programação nacional de televisão, Pinto Balsemão diz que o que se vê em Portugal é melhor do que o que por vezes vê lá fora.
"As classes A e B dizem que nunca vêem nada e lembro-me que, no auge do ‘Big Brother’, os números referentes à classe alta eram elevadíssimos.
O fenómeno dos reality shows não é típico de Portugal. Faço sempre questão de ver a televisão do País onde estou, e devo dizer que, pelo menos em termos comparativos, não acho que a nossa seja pior, antes pelo contrário. Até é melhor.”, disse. Quanto ao serviço público de televisão…
Serviço Público
Desde que nasceu, a SIC fez escola, quer na informação, quer nos programas e criou diversas figuras e estrelas, e isso é bom, disse.
Nos outros canais, refere a boa relação que tem com José Eduardo Moniz que reputa de excelente profissional, que “está lá muito bem na concorrência”. Também reconhece um bom trabalho a Nuno Santos (lembrando que foi criado na SIC) e deseja que tudo lhe corra bem. Quanto a novos operadores que venham a caminho, Francisco Pinto Balsemão duvida que haja mercado para todos.
Novos Players
O Estado, que é quem quer impôr a nova tecnología, deverá pagar a factura da passagem do analógico para o digital. É ele quem vai poupar e ainda fica com um espectro vazio para depois vender. O que fica vazio pode ser afectado a outras telecomunicações que não têm nada a ver com televisão. Pelo que, o Estado, em princípio, vai fazer dinheiro com esta ‘limpeza’.
Televisão Digital Terrestre
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video: "Televisão Digital Terrestre"
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Para alcançar o mercado internacional, a Impresa tem de crescer. Metade da facturação do grupo Prisa é igual à soma da facturação da Cofina, da Impresa, da Controlinveste e da Media Capital. A Impresa prepara-se para alcançar dimensão que lhe permita a internacionalização e isso passa pelo multimédia digital. O aeiou é uma das armas para esse destino. E o aeiou é apenas uma das actividades da Impresa Digital.
Grupo Impresa
A Lei da Televisão, o Estatuto de Jornalistas, a Lei da Concorrência, os poderes da ERC (Entidade Reguladora para a Comunicação Social). Uma panóplia de diplomas que Balsemão questiona e que já apelidou de ‘fúria legislativa’.
Legislação
Os excessos de legislação são, para Francisco Pinto Balsemão, um problema do actual Governo. O líder da Impresa defende a auto-regulação: “Não precisamos que o poder político ande atrás de nós a indicar o que devemos e não devemos dizer. O poder político, e acrescentaria o poder económico, não gostam do jornalismo independente. Sinto-me obrigado a intervir, não só como empresário, mas também como cidadão, porque parte da minha vida foi dedicada a lutar por isso, quer antes do 25 de Abril quer depois, quando as coisas também estiveram complicadas.
O prémio Calvo Server é atribuído (em Espanha) a quem se distingue na luta pela Liberdade de Informação. Francisco Pinto Balsemão foi este ano votado por unanimidade. Líder de um dos mais importantes grupos de comunicação portugueses, Pinto Balsemão diz que “A liberdade nunca se deve dar como garantida e é sempre um risco, mesmo em democracia”.
Francisco Pinto Balsemão gosta das coisas boas da vida “que não são muito caras”. Um passeio pelo Guincho, golfe, ou uma exposição, são momentos apreciados. Não esconde o orgulho em ser o militante número um do PPD/PSD, mas já não alimenta o sonho de ser presidente da república.
aeiou, Segunda, 24 de Setembro de 2007 às 8:00
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