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Madeira: Jardim responsável por "atentados terroristas"
João Carlos Gouveia, líder do PS-Madeira, acusou hoje, em declarações à Lusa, Alberto João Jardim de ter um projecto separatista para a Madeira e de ter responsabilidade nos actos praticados pela FLAMA.
A FLAMA (Frente de Libertação da Madeira) foi um movimento separatista madeirense que surgiu no pós-25 de Abril com o objectivo de combater a viragem à esquerda do País, então liderada pelo PCP, e que desenvolvia acções de intimidação e bombistas contra sectores de esquerda.
O líder do PS-Madeira afirma que Jardim foi o "primeiro beneficiário e promotor" das actividades desenvolvidas por aquele movimento e acusa o Presidente do Governo Regional de ter responsabilidades "na propaganda e nos atentados terroristas da FLAMA, cuja actividade era dispersa, difusa e avulsa".
Após a tomada de posse de Alberto João Jardim como Presidente do Governo Regional em 1978 a FLAMA extingue-se, relembra João Carlos Gouveia acrescentando que "até 1978 e depois do 25 de Novembro, da Constituinte e do primeiro governo constitucional as acções acabam, sendo a última o atentado à viatura da Polícia Judiciária cujos inspectores vinham investigar as suas actividades".
Para o líder do PS madeirense as eleições têm sido uma forma de Alberto João Jardim plebiscitar continuamente o seu projecto separatista.
E aponta como marcos simbólicos a bandeira da Madeira, as cores azul e amarela das bancadas do estádio dos Barreiros, das flores de papel que ornamentam as festas populares e arraiais, o nome dos barcos "Pátria" e "Independência" utilizados nas ligações entre o Funchal e Porto Santo "e ontem [segunda-feira], no Porto Santo, no dia dos 30 anos de governação, exibia um boné da Catalunha na praia do Porto Santo".
"Pergunto se o dr. Luís Filipe Menezes no próximo Verão, na festa do PSD-Madeira, entoará o Hino da FLAMA" questionou João Carlos Gouveia já que, segundo ele, as habituais festas no Chão da Lagoa "acabam com o hino da FLAMA, o "Madeira és livre"…".
O líder do PS-Madeira já foi condenado em Tribunal a pagar 1500 euros de multa e uma indemnização de 35 mil euros a Alberto João Jardim por crime de difamação, mas diz ter direito à opinião e de fazer esta interpretação histórica dos últimos 30 anos da história da Madeira.
jsc, Terça, 18 de Março de 2008 às 14:57
Fotos: Lusa
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